23.12.07

Alto motivo
















Não me venha com esse olhar de jipe,
não sou ponte de pau a pique.
e esse sorriso de Oldsmobile?
O velocímetro de meu coração vai a mil!
Essa cor de Cadillac, esse rabo de peixe!
Pare de gingar feito Paris-Dakar,
Venha por favor, me beije!
Não precisa apelar, pra eu te amar
Me dê um amasso feito trator,
pra eu morrer de amor!
De você eu não tiro os olhos,
rápido quero trocar o óleo!
Não me venha com esse choro de Vemaguette
Tenho duas pernas, não tenho rodas de patinete!
Não me venha com essa cara de rádio-patrulha!
Teu estofado não é de couro, vê se não me embrulha!
Pare de andar com a descarga aberta, pra chamar a atenção!
Prefiro ouvir o ronco macio do motor de sua voz, é tão bom
Se for beijar, não me dirija, fico com as pernas bambas,
sou pouca areia pra sua caçamba !


Raul de Barros Jr.

PARA 2008



Para 2008

Mais tempo que pressa,
mais riso que sorriso,
mais delicadeza que sutileza,
saúde que precaução,
intuição que juízo.
Mais abraço que aperto de mão,
mais beijo na boca que abraço,
mais atitude que resignação,
vontade que obrigação ,
generosidade que educação .

Mais verdade que confissão,
parceria que sociedade,
compreensão que entendimento,
diversão que entretenimento.

Mais paixão que ilusão,
mais real que ideal,
amor que compromisso,
muito mais liberdade,
muito mais coragem,
quase nenhum estresse,
mais macho que homem,
muito mais fêmea que mulher
e tanto sim quanto não,

que a felicidade não é fazer o que se deseja
mas não fazer o que não se quer.


Patrícia Evans
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21.12.07


DESTINO
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.................Paulo Roberto Novaes
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Eu sou de todos os lugares,
meus desejos são todos os sonhos que existem.
Não importam as idades, as cores, o sexo.
Eu levo a felicidade a todos os corações,
porque sou filho do vento
e irmão da alegria e do amor.
Sou o fruto da caridade
que aproxima os seres de Deus.
Sou todo carinho, fraternidade, afeto
e mais todas as coisas
que você pode pensar necessitar delas.
Sou único e múltiplo.
Tenho mil asas
que se abrem para sombrear os dias quentes
e que batem para amenizar o calor,
que te protegem contra a chuva.
Enfim, sou virtual, sou humano,
sou a superfície e o fundo –
o centro de todas as coisas.
Quero ser assim, nasci para ser isto –
para guardar todas as afeições em mim
e viver, livre,
dentro de todos os pensamentos de amor.
(Dizem que somos Poetas...)

PRAIA DO LEME
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...................... Paulo Roberto Novaes
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Talvez seja mais ou menos por ali,
quase defronte à Fiorentina.
Em noites como esta, de lua cheia,
onde as ondas lambem os seios nus das pedras
e as deusas preferidas de Baco vêm festejar o amor.
.
Talvez seja mais ou menos por ali,
nas areias da Praia do Leme,
em noites de sexta-feira...
.
Quando lágrimas de ilusões já não têm sua razão de ser,
e o vinho e magia correm soltos,
como o luar deslizando sobre um de seus ombros,
exposto à maresia.
.
Talvez seja mesmo ali,
onde a gente se entrega ao presente,
e cavuca a areia por cavucar.
E que de repente encontra um tesouro que brilha
apenas para nosso olhar,
e que só tem valor para quem sabe
que encontrou um tesouro cavucando as areias do Leme.
.
Deve ser por ali,
onde Anjos, quando não eram Anjos,
comemoravam suas alegrias
e despiam-se de suas vestes mais íntimas.
Onde as estrelas flutuavam sobre o mar,
e o mar brincava de ciranda com a lua
e todos os astros...
.
Talvez fosse ali,
nas areias do Leme,
quando não havia a estrada e a Fiorentina...
Onde se reuniam sereias,
que contavam suas histórias de homens
pelos oceanos e cantavam estranhas cantigas...
.
Ali onde vagueia um fantasma,
ou dois, ou muitos,
talvez de feiticeiras que tenham dançado
naquelas areias o seu sabbat.
Talvez seja mesmo ali,
onde nosso coração inflama numa fogueira
que nunca queima,
mas que aquece nossas esperanças...
.
Há a possibilidade de que tenha sido ali
onde um poeta escreveu um poema,
um músico compôs uma canção
e um amante chorou por um amor perdido...
.
Na verdade,
é ali onde a gente senta,
deita, canta e rola,
quando bate a solidão,
quando o coração reclama
por um pedacinho do mundo,
ou somente quando a gente quer sair
um pouco e sorrir sobre as areias do Leme.

.
.................Para Patrícia Evans

CICLO 2

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.....................Paulo Roberto Novaes
.
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A minha poesia não saiu de mim:
veio dos teus olhos!
Existem palavras que,
ditas em um dado momento,
encheriam toda uma vida de esperança
e razão de ser.
Por isto eu te escrevo –
porque posso ouvir o canto da sereia!
Que o maravilhoso é o que teus olhos
não querem ver
e teus sentidos captar.
.
A vida é uma ilha com um oceano infinito
em torno,
e a única saída é para o alto,
em direção ao sol.
.
Meu coração quer encher-se da
Sua benevolência,
seguir-Lhe os passos firmes.
Mas meu coração é construção de palha
que o lobo vem e assopra...
.
A tempestade desabou aguaceiro
e rio de imperfeições
correu-me próximo à Alma...
E que Terra haverei de reencontrar?
pois que muitos se vão para quase
nunca mais, talvez –
e há mais fome de ir do que sede de
ficar.
(Vozerio que clama no fogo que se ateou a si).
.
E eis que finalmente
o trovão cessou o seu brado, e a hora
é de lá pelas tantas,
e que são tantas as vozes que pedem e
as que pedem compadecidas pelas
vozes que pediram primeiro,
que o fim será um novo começo,
e o cálice sorvido novamente até o
fundo.
Ao ponto em que se enxergue claridade
no vazio do copo,
e não sangue em lugar de vinho.

20.12.07



.
A CASA DE ANTÔNIO DE AQUINO
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..........................Paulo Roberto Novaes
.
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Observando as flores pela estrada,
de várias cores as flores,
rosas, brancas, vermelhas e roxas...
Lembrei-me de uma imagem,
sempre próxima, translúcida,
emoldurada por lírios...
Alvos lírios...
.
Mercador de bênçãos de reconforto
e de alegria,
ele apenas as distribui,
sem solicitar favores.
Guia de muitos e
exemplo para todos,
humilde seguidor do Mestre.
Patrono desta Casa abençoada,
que lhe honra o nome,
que reconcilia e harmoniza,
que nos presta singelo socorro,
espiritual e físico...
.
Amigo,
como os verdadeiros amigos,
compreende-nos o estágio evolutivo.
E, de braços dados à assistência ao próximo,
convida-nos à reflexão,
dá-nos a chance do trabalho fraterno
e a oportunidade do estudo que
dignifica a Alma,
nesta Casa que amorosamente comanda
com mãos suaves e tão gentis –
General e Apóstolo do Bem.
.
Guerreiro nobre,
venceu a si próprio,
e, leal ao Cristo, segue seu
caminho de luz,
deixando rastros de estrelas
para que o sigamos.
.
Antônio, Antônio!
Nome bendito e agradável a nós,
a nossos ouvidos e lábios,
a nossos corações tão machucados!
.
Nesta noite,
perante teus olhos mansos
e penetrantes, em uníssono
vimos celebrar a Misericórdia do Pai!
Estende-nos o pulso forte
e eleva-nos acima das lamúrias
do mundo e das
reclamações infundadas,
pois se Jesus é o Caminho,
a Verdade e a Vida,
tu és o atalho que nos conduz
ao berço do Cristo.
.
Querida Casa de Antônio de Aquino,
que tu sejas para sempre amada
e lembrada, nos altares
de nossos sentimentos mais sublimes!
Semente lançada sobre a terra fértil
do bairro de Mallet,
que germinou e floresceu em
Planos Maiores da Vida!
.
Teus Cavaleiros,
mensageiros de Bondade e de Paz,
nunca se cansam de nos amparar,
nos delírios equivocados e
nas quedas iminentes.
.
Antônio de Aquino,
obrigado, amigo,
pelo alento, pelo consolo
e pelo convite que nos permite
participar do teu banquete de Luz,
mesmo que estejamos maltrapilhos
e com a Alma em frangalhos!
.
Que o pavio muitas vezes ressequido
da Esperança possa reacender-se em nós,
neste ano que se inicia,
e iluminar novamente nossos
anseios e ânimos,
e os desejos mais sinceros de renovação!
.
Que a tolerância possa ser a ação
do momento
e o Amor a única estrada disponível!
.
“Que o Amor único de Deus
possa inspirar todas as Almas para o Bem.”

19.12.07

CINCO CONTRA UM


Não importa a ocasião se é diurna ou noturna A turba se masturba! É no bico do peito, brioco ou vulva, a turba se masturba! Sai pra lá moleque com essa mão cabeluda! Tu és da turba que se masturba! Haja vaselina ou creminho pra ruga! A turba se masturba! Não pegou ninguém “nas madruga”? A turba se masturba! É tolice dizer que faz mal, cria verruga! A turba se masturba! Não tá satisfeito de ter feito depois? Cai fora dessa turba! Não há nada como que fazer amor a dois!
Raul de Barros Jr

9.12.07

ÁGUA E VENTO


Paulo Roberto Novaes
.
.
Senti o mar passar por mim,
em uma brisa fresca de vento.
Vi sua cabeleira verde-azulada
cruzar a esquina e acenei-lhe a mão.
O mar agora vive imerso em mim.
O vento, que o trouxe,
trouxe os rios também.
Sou todo água e vento, todo ar,
todo lamento, toda chiadeira sem fim.
.
Vem, ó criatura amada,
observar de perto
os furacões de água que
cascateiam em meu peito.
Fotografar as ondas eternas de vento,
que escorregam sobre as areias
das praias do meu coração.
Porque o meu amor é instável
e contínuo,
como os rios que correm certos
para os oceanos,
e depois se perdem.
Profundo e intenso,
meu amor é o próprio mar.
.
Águas e ventos armam
planos assim:
sussurrando em minhas artérias e veias.
Ao abrir a boca,
o ambiente a meu redor
enche-se de maresia
e pequenos rodamoinhos de folhas
giram próximos ao chão.
E ao retirar meu sangue,
para doá-lo a meus irmãos,
o vento que a seringa aspira,
e a água, mais o plasma,
causam arrepios na enfermeira,
e ela deseja ser uma sereia
em minha corrente sanguinea.
.
Pode parecer estranho,
mas por onde eu passo,
a chuva cai, cursos de água transbordam,
galhos de árvores balançam
e saias levantam-se.
Sou assim –
sem pressa de ser,
como o vento,
e vivendo o momento
como qualquer água,
parada ou em movimento.
.
Cada ser humano possui
um mar em si,
limitado por sua pele,
que pode estender-se,
violento para destruir,
ou sereno como porto
para acolher.
Somos mares navegando
em terra firme...
.
Na nascente de todo rio,
brota junto a ela um deus-menino,
que zela por seu curso
até o mar.
Seres aquáticos residem em mim.
Oyá, Oxum, Iemanjá,
Iara, Janaína - Odoyá!
.
Conheço as diversas matas,
atravesso cidades,
percorro riachos e corredeiras,
e navego cada oceano que há,
porque sou água e vento –
oásis no meio dos desertos.
.
Meu esperma tem cheiro de
terra úmida e grama molhada.
Quando ejaculo é como um sopro quente
em dias de calor intenso.
Meu sonho maior é fecundar
os solos áridos do sertão.
Perdoem-me aqui os mais pudorosos,
e mesmo as pretendentes e os pretenciosos,
mas meu “artefato” é pequeno demais para
tarefa tão grandiosa.
.
Amigos Poetas
(Para o colega Franklin Cirino),
hei de confessar-vos:
a Arte é senhora da minha Vida
e de tudo aquilo que fui.
Eu não faço arte,
eu não tenho nada.
A Poesia é o que sou.
A Poesia é quem me possui.
.
O céu e o mar azuis
são presentes de Deus
para a alegria e o reconforto
da Alma minha,
constituída de vento e água.
Porque só eu posso vê-los com
os meus olhos.
Ninguém mais.
Não são vossos dedos a indicarem-me
as estrelas que me faz vê-las,
mas a forma como as descreveis.

.
Finda a confissão,
tenho mais insanidades a dizer-vos
sobre o eu ser vento e água.
.
Por vezes, as águas que me habitam
reúnem-se em imenso lago
próximo a meu plexo cardíaco,
tomando-me os pulmões,
do abdômen à laringe.
Rios e seus afluentes
desembocam nele,
que permanece plácido e viril
durante dias.
Águas salgadas e doces,
vivendo em plena harmonia em mim.
É assim mais ou menos, desse jeito assim,
nem pra mais nem pra menos,
apenas é...
.
A minha poesia é feita de mar,
e as palavras são cachoeiras e córregos.
Os pontos são filetes de água recém-nascidos,
e o próprio mar sou eu.
Dos sentimentos, inerentes a cada verso,
surge a luz, que enche de vida tanta
água existente.
Dos conflitos humanos insensatos,
surgem o ar, as tempestades e a loucura-
desejos imaturos de liberdade.
Dos versos disformes,
procedem os trovões e os raios,
que, a cada descarga,
transformam os seres que ali coexistem
E sua natureza renova-se em constante ascensão.
.
Não sei se me faço entender,
eu mesmo nunca entendi o que digo
(se alguém puder, que me explique!).
Uma única verdade sobre tudo isso
não existe.
Talvez existam muitos caminhos,
através dos mares,
estradas que os ventos levam e trazem,
que as águas fazem oscilar,
uma variante infinita de probabilidades,
teóricas, nunca comprovadas.
.
O que me resta então
são trechos fugidios sobre a água
que desce da torneira da pia,
frases dispersas que falam sobre a
ventania desta tarde...
Muita coisa sem senso a ser dita
e ninguém que queira ouvir.
.
Porém o mar, ah! esse sim,
vai estar sempre ali,
para eu cantá-lo, e decretá-lo
amigo incondicional de todos os
Poetas,
juntamente com o vento,
que traduz os idiomas
de que o mar se utiliza.
A lua que brilha sobre ele,
o sol que torna suas águas douradas,
e as estrelas que o fazem parecer um
único firmamento.
.
Nunca fui poeta.
Para ser franco, nem sei do que trata
tal palavra.
O que falo não faz o menor sentido.
A não ser, é claro,
para as águas que me inspiram
e os ventos que me conduzem.
.
Não desejo com isso chegar a lugar algum.
Mas saibam todos os leitores que,
onde houver água e ar,
eu estarei por perto.
Pois, como disse um grande
Poeta:
“perto de muita água, tudo é feliz”.

2.12.07

O onírico eo delírio

Pensava eu estar dormindo e sonhando depois de uma longa noite etílica.
O onírico e o delírio se alternavam.
Eu sonhava que estava sentado, em uma das estrelas de Alfa Centauro, divagando devagar... Seguindo o movimento do universo no seu caminhar, tentando não delirar. Hoje a luz diurna ilumina vagas memórias. Estou torcendo pelo o onírico, para que o homem não venha o meu sonho quebrar, para que o delírio do homem, não interrompa do universo o caminhar.

Raul de Barros Jr.

2.11.07

por quê?

depois da inquietude das nove
da fome das doze
do desespero das quatro
e da abnegação das seis,

pergunto: por quê?

14.9.07

QUALQUER NOTA: BUSHARIA? EUA hein!

QUALQUER NOTA: BUSHARIA? EUA hein!

BUSHARIA? EUA hein!

BUSHARIA

Botei teu nome na boca do sapo e ele cuspiu!
Coitado, tarde demais, ele morreu, não resistiu!
George, George, George, escrevi três vezes sete,
num papel branco reciclado, conforme indicado pela cartomante, mas, ela bateu as botas, foi pra casa do baralho, descobri tudo lendo no globo de cristal que ela foi tua amante!
Pelo que vejo até agora, essa idéia de fetiche está descartada,
vou partir pra reza forte pra nos livrar desse mal e vingar a coitada:

“Pai do forte Knox que comanda os seus,
não venha a nossos reinos, deixe-nos viver
em paz, em nossos mares, terras, controlar
os aviões que voam em nossos céus!”

Mas, antes de dormir, como é mês de agosto,
vou fazer mais uma mumunha, só de tira gosto!
No chaleirão do Hulk, vou colocar uma pitada
de três bigodes vesgos de um ditador bruto,
sangue de mentirinha de um parlamentar corrupto,
três toneladas de asas de morcego de plástico,
esse programa vai ficar fantástico!
Vou misturar manga com leite de uma vaca louca!
Os ingredientes? Tudo pago com as verdinhas.
Economia agora? É besteira pouca!
Pra acabar, gritarei teu nome com o dábliu de cabeça pra baixo:
- George, George, George Eme Bush, espero que tu não morras, só estrebuche!

Raul de Barros Jr.
26/08/07

18.8.07

SINAL DOS TEMPOS
(Patrícia Evans)
.

Não mais libido real ou sexo.

(uma androginia lúgubre)

Nem ressaca, sobriedade ou nexo.

Não tinha Estado ou alma,

nem estado d'alma ou calma

e sem mais nada;

chão, céu, breu ou raio fúlgido,

nem côncavo, mundo ou convexo...

nem sequer perplexo,

sequer funesto, aterrador, fúnebre ou funéreo.


.

6.8.07

A CHAVE
(Monica Sabino)
.

Em algum lugar ele tem a minha chave…

Aquela que abre cada caixinha, cada segredo

Que sabe cada espaço, cada botaõzinho, onde cada coisa encaixa

A chave ficou com ele...

Ele não usa, está esquecida em algum canto, algum bolso

Às vezes ele deve encostar, distraído, as pontas daqueles dedos macios nela

Aqueles que sabem abrir meus caminhos

Pra logo em seguida esquecê-la, ocupado e responsável

Correndo para o próximo compromisso

Enquanto isso, me falta a mão, que chega mansa, dançando

Falta o olhar que é dele e meu ao mesmo tempo

E me olha, com a sabida intenção de que eu não me esqueça

De que quando eu lembrar, lembre daquele momento

Ele tem a chave...

Devolveu livros, músicas, mas não a chave

E me pergunto se um dia vou achá-la enquanto remexo coisas e sorrir

Ou se o pobre destino das chaves esquecidas

É só mesmo ganhar carinho de dedos distraídos

E ter uma esperança besta

De que um dia poderão abrir caixinhas uma outra vez.

5.8.07

JOGO DE AZAR
(Patrícia Evans)


Pensou no resultado por vir
e em quão vã a existência
ao resumir-se ao acaso.
Fosse o esperado
ou não,
amputaria as asas.
.
.

(...)

(Bianca Cardoso)
.
Não me apaixono nunca!
A ilusão me sufoca:
me liga, me acorda
e me adormece querendo existir.
E quando me vence,
morro de amores;
até que possa voltar à mim.
.
.

29.7.07

.
.
.
CLIQUE

CORRUPÇÃO
(Patrícia Evans)
.
Eles me perguntam se eu faço poesia...

Escrevo sobre o que há para ser visto e vejo,

o que está para ser sentido e sinto,

o que vivo,

ou sobre o que você conta ter vivido.
.
Sou uma plagiadora do mundo;

a poesia está pronta!

.

23.7.07

EVERY BREATH YOU TAKE...
(Monica Sabino)
.
Invencível...
Independente e senhora do meu castelo
Aí uma música
Cantada com tudo o que ela tem dentro
A tristeza que observa à distância
E um lugar
Recheado de lembranças de outros tempos
De uma quarta de cinzas exausta e feliz
E cheia de novidades
E aqui estou de novo
De novo ciente de que você não está mais
De que não vai estar
And I will be watching you...

.

17.7.07

. SET ME FREE
(Patrícia Evans)
.
You slammed the door
and I never saw you again;
stabbed me but didn't bury me
and I became this repugnant zombie
Oh, forever scoundrel,
forever sarcastic love
unfuck me please.

.
LIBERTA-ME
(Patrícia Evans)

.
Você bateu a porta e nunca mais o vi.
Me apunhalou mas não me enterrou
e eu virei este repugnante zumbi.
Oh, sempre canalha,
sempre sarcástico amor,

desfoda-me por favor.
.
.
La Fontaine
.
EPIGRAMA
.
Amar, foder: uma união
De prazeres que não separo.
A volúpia e os prazeres são
O que a alma possui de mais raro.
Caralho, cona e corações
Juntam-se em doces efusões
Que os crentes censuram, os loucos.
Reflete nisso, oh minha amada:
Amar sem foder é bem pouco
E foder sem amar é nada.
.
.
.
POEMA AO MAIS RECENTE AMOR
.
(Leila Míccolis)
.
Estar entre teus pêlos e dedos,
entre tua densidade,
neste transpirar sob medida
aos teus gemidos.
Estar entre teus trópicos,
entre o teu desejo e o meu prazer;
beber parte de teus líquens e teus rios
percorrendo-te da foz até a origem,
e pura a cada amor partir mais virgem.
.
.

Sky blue
So tired of all this travelling
So many miles away from home
I keep moving to be stable
Free to wander, free to roam
(Peter Gabriel)

.

13.7.07

NOTÍCIAS DO FRONT
(PATRÍCIA EVANS)

.
Hoje,

um pouquinho do ontem,

nada do amanhã,

nada de novo no front,

trilha que me apontem,

nenhuma sugestão,

nenhum conselho,

novo acontecimento

ou qualquer diversão.

Só o apedrejamento

dentro deste nosso quarto;

corriqueiro,

previsível

e chato.

.

12.7.07

THE STUPID JERK I'M OBSESSED WITH
(MAGGIE ESTEP)

.

The stupid jerk I'm obsessed with

stands so close to me

I can feel his breath

on my neck

and smell

the way he would smell

if we slept together

because he is the stupid jerk I'm obsessed with

and that is his primary function in life

to be a stupid jerk I can obsess over

and to talk to that dingy bimbette blonde

as if he really wanted to hear about her

manicures and

pedicures and

New Age ritualistic enema cures and

truth be known, he probably does wanna hear about it

because he is the stupid jerk I'm obsessed with

and he's obsessed with doing anything he can

to lend fuel to my fire

he makes a point of standing

looking over my shoulder

when I'm talking to the guy who adores me

and would bark like a dog

and wave to strangers

if I asked him to bark like a dog

and wave to strangers

but I can't ask him to bark like a dog

or impersonate any kind of animal at all

cause I'm too busy

looking at the way the stupid jerk I'm obsessed with

has pants on that perfectly define his well-shaped ass

to the point where I'm thoroughly frantic

I'm just gonna go home

and stick my head in the oven

overdose on nutmeg and aspirin

and sit in the bathtub reading The Executioner's Song

and being completely confounded by the fact

that I can see

the stupid jerk I'm obsessed with's face

defining itself in the peeling plaster of the wall

grinning and winking

and I start to yell,

Get the hell out of there

You're just a figment of my imagination

Just get a life and get out of my plaster

and pass me the next painful situation please

but he just keeps on

grinning and winking

he's the stupid jerk I'm obsessed with

and he's mine

in my plaster

And frankly, I couldn't be happier.

.
EMOTIONAL IDIOT
(Maggie Estep)
.

I'm an Emotional Idiot

so get away from me.

I mean, COME HERE.

Wait, no,

that's too close, give me some space

it's a big country, there's plenty of room, don't sit so close to me.

Hey, where are you? I haven't seen you in days.

Whadya, having an affair?

Who is she?

Come on, aren't I enough for you?

God,You're so cold.

I never know what you're thinking.

You're not very affectionate.

I mean, you're clinging to me,

DON'T TOUCH ME,

what am I, your fucking cat?

Don't rub me like that.

Don't you have anything better to do

than sit there fawning over me?

Don't you have any interests?

Hobbies?

Sailing Fly fishing

Archeology?

There's an archeology expedition leaving tomorrow

why don't you go?

I'll loan you the money,

my money is your money.

my life is your life

my soul is yours

without you I'm nothing.

Move in with me

we'll get a studio apartment together,

save on rent,

well, wait, I mean, a one bedroom,

so we don't get in each other's hair or anything

or, well,

maybe a two bedroom

I'll have my own bedroom,

it's nothing personal

I just need to be alone sometimes,

you do understand,

don't you?

Hey, why are you acting distant?

Where you goin',

was it something I said?

What

What did I do?

I'm an emotional idiot

so get away from me

I mean,

MARRY ME.

.

.

8.7.07


LEAVE ME ALONE

(DENISE SOLLAMI)

.
não me atice, rapaz
jamais você poderia supor
do que sou capaz
.
.

6.7.07

TELL THEM THAT I AM NOT HOME

BY~RAY SILVEIRA
.
Tell them that I am not home. Intransitively. If they demand an abject object, tell them that I am a rascal. If they demand complement, tell them that it was fixed in the catalyzer enzymes of my sordidness. If they nevertheless ask where I went, answer that I left aquaring Februaries of vagrancy my life away. I am not for the professors nor for their students, tiresome phone calls or false or true love declarations, for men stuned of emotions or women radiating of peacefulness, for children crying with hunger or crying out of pain, for their afflicted parents covered by the mantle of misfortune and re-covered by the canopy of misery, for bankers, scoundrels, saints, speculators, agitators, pacifists, beggars, lottery prizes, automobiles (of the year, of the month, of the day, of the hour or the minute), helpful friends or fearless enemies with affectations of friendships, for silver moonlights or elaborated drinks with the nectar of the Olimpo gods, for gentlemen, rotters, noblemen, or rascals like me, for the Pope, for the bishop, for the priest and for all the clergy, for Dalai Lama in his red-orange vestments and for the dalai mud dressed with moss green, for the ones crazy of passion or of madness itself, for the drunks, for the drunkards of ambitions and the sobers consumed by the flames of the burning waters of obligatory abstinence, for the most shameless whore or for the nuns covered from top to toe by the habit of charity, for ladies dis or for lords give, for princes, or for ragamuffins, for immaculate beings smelling sandal, or lazars exhaling in life the stenches of cadaveric decomposition. Tell "Mr." nobody that I am not home. Tell everybody, except Mrs. death.

30.6.07

OOPS!

27.6.07

GALERA DA ESCOLA DE MÚSICA


.

.

DE LONGE
NÓS TAMBÉM NÃO SOMOS
NORMAIS!


TODO FIM É UM PRINCÍPIO.

TODO PRINCÍPIO É UM MEIO..

PELA ARTE: TUDO!


MENOS MORRER NA PRAIA...


CURSO DE CANTO POPULAR


& ERUDITO

(PROFª PATRÍCIA EVANS) VIEMOS PRA CANTAR E SERMOS CANTADOS!

USAMOS TODOS OS INSTRUMENTOS

ÀS NOSSAS MÃOS! . CENTRO MUSICAL

ANTÔNIO ADOLFO




ESTAMOS PARA TOCAR TUDO!!! E NÃO, NÃO MORDEMOS. A NÃO SER QUE VOCÊ PEÇA.




WATCH
CHARLES BUKOWSKI VIDEOS
POSTED IN THIS BLOG
(VEJA OS VÍDEOS DE CHARLES BUKOWSKI POSTADOS NESSE BLOG)
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THE LAUGHING HEART
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your life is your life
don’t let it be clubbed into dank submission.
be on the watch.
there are ways out.
there is a light somewhere.
it may not be much light but
it beats the darkness.
be on the watch.
the gods will offer you chances.
know them.
take them.
you can’t beat death but
you can beat death in life, sometimes.
and the more often you learn to do it,
the more light there will be.
your life is your life.
know it while you have it.
you are marvelous
the gods wait to delightin you
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Bukowski
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"A RISADA DO CORAÇÃO"
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Sua vida é sua vida
não a perca em submissão
fique de olho
existem saídas
existe luz em algum lugar
pode não ser muita luz
mas derrota a escuridão
fique de olho
os deuses lhe oferecerão chances
conheça-as
pegue-as
você não pode derrotar a morte
mas pode derrotar a morte em vida algumas vezes
e quanto mais aprender a fazer isso
mais luz haverá
sua vida é sua vida
conheça-a enquanto a tem
você é maravilhoso
e os deuses aguardam para deleitá-lo.

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Tradução Patrícia Evans
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ROLL THE DICE
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if you’re going to try,
go all the way.
otherwise, don’t even start.
if you’re going to try, go all the way.
this could mean losing girlfriends,
wives, relatives, jobs and
maybe your mind.
go all the way.
it could mean not eating for 3 or 4 days.
it could mean freezing on a
park bench.
it could mean jail,
it could mean derision,
mockery,
isolation.
isolation is the gift,
all the others are a test of your
endurance, of
how much you really want to
do it.
and you’ll do it
despite rejection and the worst odds
and it will be better than
anything else
you can imagine.
if you’re going to try,
go all the way.
there is no other feeling like
that.
you will be alone with the gods
and the nights will flame with
fire.
do it, do it, do it.
do it.
all the way
all the way.
you will ride life straight to
perfect laughter, its
the only good fight
there is.
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Bukowski
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“ROLE OS DADOS"
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se você vai tentar, vá com tudo.
senão, nem adianta começar.
se você vai tentar, vá com tudo.
isso deverá fazer você perder namoradas,
esposas, con-gêneres, trabalhos e
talvez sua mente.
vá com tudo.
talvez você não coma por 3 ou 4 dias.
talvez você congele, sentado na praça.
pode ser que seja preso,
pode significar derrisão,
escárnio,
isolamento.
isolamento é um grande presente,
tudo o mais são testes de sua resistência,
de quanto você realmente quer
interferir.
e você o fará
a despeito de qualquer rejeição, as piores probabilidades,
e você estará melhor do que ninguém poderia imaginar.
se vai tentar, vá com tudo...
não há outro sentimento quanto a isso.
você estará sozinho, com os deuses
e as noites queimarão como fogo.
vá, vá, vá.
faça.
com tudo
de cabeça.
você montará na vida, numa reta,
e aperfeiçoará a gargalhada;
e só haverá boa luta.
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Tradução: Hilam A na Grama
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THE SECRET OF MY ENDURANCE
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I still get letters in the mail, mostly from cracked-up / men in tiny rooms with factory jobs or no jobs who are / living with whores or no woman at all, no hope, just / booze and madness. / I get most of their letters on lined paper / written with an unsharpened pencil / or in ink / in tiny handwriting that slants down to the / left / and the paper is most often torn / usually halfway up the middle / and they say they like my stuff, / I've written from where it's at, and / they recognize IT truly, I've given them some / chance, some recognition of where they're at. / it's true, I was there, even worse off than most / of them. / but I wonder if they realize where their letter / arrives? / well, it's dropped into a box / on a wire fence/ behind a six-foot hedge and a long driveway to/ a two-car garage, rose garden, fruit trees, / animals, a beautiful woman, mortgage about half / paid after years' residence, a new car, / two cars / fireplace and a green rug two-inches deep / with a young boy to write my stuff now, / I keep him in a ten-foot square cage with a / typewriter, feed him whiskey and raw whores, / belt him pretty good three or four times / a week. / I'm 60 years old now and the critics say / my stuff is getting better than ever. /
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from Dangling In The Tourne Charles Bukowski
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SACIEDADE DOS POETAS VIVOS foi uma coleção publicada pela Editora Blocos, durante a década de 1990, em 13 volumes. Ficou famosa por ser apenas 17 autores por antologia, e por ter conseguido reunir poetas de renome entre os participantes. Outro elemento diferencial: a característica temática, servindo de elo de ligação entre diversos tipos de propostas estéticas. Diversas cabeças pensantes escrevendo sobre um mesmo tema fornecem uma visão bem mais abrangente do assunto, e um material de reflexão muito maior.
Diferente do que possa parecer, o título da Coleção de Poesia não é uma paráfrase do filme “Sociedade dos poetas mortos”. É uma paródia dele, uma crítica a uma política cultural que dá mais valor aos poetas quando morrem do que aos que estão vivos na atualidade, o que gera uma enorme saciedade – no sentido de aborrecimento, tédio e fastio – em todos nós artistas da palavra.
A OBRA DIGITALIZADA
A partir 2006, a Coleção foi reativada com a mesma orientação editorial, só que agora, digitalizada e dentro do portal Blocos Online, que é um dos maiores e mais importantes espaços literários na Internet, reconhecido inclusive pela UNESCO, com cerca de 3.000 a 5.000 leitores por dia, aproximadamente 40.000 arquivos online e já com 8.500 autores – nacionais e internacionais –, sendo mensalmente acessado por mais de 80 países, nos quatro continentes.
A SACIEDADE DOS POETAS VIVOS pela Internet possui duas enormes vantagens: a tiragem, impressa, era de 1.000 exemplares, portanto, um público estimado em mil leitores; on line, esse número de leitores quase que centuplica em apenas um mês, sem ser necessários gastos com remessa e riscos de extravio de Correio. O outro benefício da obra on line é não ser vendida, portanto não exigir que o autor fique com exemplares em casa, ou que saia em campo para deixá-la em consignação.
O sucesso do vol. 1 disponibilizado em 25 de outubro de 2006 foi tão grande que, em janeiro de 2007, já eram lançados mais dois volumes, e já se pensa no próximo.
AUTORES
VOLUME 1
• Anderson Braga Horta • Carlos Arthur Newlands Júnior • Cathia de Almeida • Christina Magalhães Herrmann • Clodomir Monteiro • Cristina Rios Leme • Fabbio Cortez • Galdino Moreira Neto • Graça Graúna • Idalina de Carvalho • Jandira Zanchi • Leila Cristina Carvalho • Maria Dalva Junqueira Guimarães (Madellon) • Merivaldo Pinheiro • Onna Agaia • Solange Firmino • Vera Casa Nova
Tema: poeta/poesias
VOLUME 2
• André Martins • Astrid Cabral • Darlan Alberto Tupinambá Araújo Padilha (Dimythryus) • Débora Novaes de Castro • Eliana Mora • Eunice Arruda • Fernando Mendes Rosendo • Juçara Valverde • Lázaro Barreto • Márcio Catunda • Marco Bastos • Rogel Samuel • Romério Rômulo • Rosy Feros • Sandra Falcone
Convidados especiais: Glauco Mattoso e Neide Archanjo
Tema: memórias.
VOLUME 3
• Antônio Lázaro de Almeida Prado • Cláudia Belchior • Cláudio Schuster • Ivan Miziara • Lúcia Nobre • Luiz Paulo Serôa • Paula Cury • Regina Pouchain • Rita Moutinho • Sheila Pavanelli • Terêza Tenório • Vânia Moreira Diniz • Vera Vilela • Wilson Guanais • Xenïa Antunes
Convidados especiais: Affonso Romano de Sant'Anna e Gilberto Mendonça Teles
Tema: Corpos
VOLUME 4
• Ana Wilinski • Cármen Rocha • Christina Magalhães Herrmann • Condorcet Aranha • Fabbio Cortez • Fernando Paganatto • Gerson Ney França • Gisele de Carvalho • Leila Míccolis • Maria da Graça Almeida • Márcia Sanchez Luz • Marlene Andrade Martins • Patrícia Evans • Rizolete Fernandes • Silvia Paiva
Convidados especiais: Lêdo Ivo e Suzana Vargas
A SACIEDADE DOS POETAS VIVOS DIGITAL – Vol. 4 - teve como tema, sugerido por Urhacy Faustino, “Entre quatro paredes”: a casa e as relações familiares: os cômodos (quarto, sala, cozinha), os objetos (televisão, geladeira, escrivaninha), os animais de estimação, as pessoas (pais, filhos, amantes), os sentimentos (cansaço, rotina desgaste, amor). As pessoas e os seus cotidianos. Seus sonhos e pesadelos. Seus medos e frustrações, seus humores, suas construções e desmoronamentos diários. Seus fantasmas. Dezessete poetas com abordagens interessantes e variadas sobre o assunto, algumas mais polêmicas e impactantes, como as de Fernando Paganatto, Leila Míccolis e PATRÍCIA EVANS, outras mais líricas como as de Ana Wilinski, Gisele de Carvalho e Silvia Paiva; há ainda a existencial de Maria da Graça de Almeida, a filosófica de Gerson Ney França, a multifária de Chris Herrmann, a clássica de Condorcet Aranha, a crítica de Cármen Rocha, a ontológica de Márcia Sanchez Luz, a instigante de Fabbio Cortez, a metafórica de Marlene de Andrade Martins, a lúcida de Rizolete Fernandes. Convidados especiais, prestigiando o projeto dois nomes reconhecidos nacional e internacionalmente: Lêdo Ivo, que é inclusive do Conselho Administrador do portal Blocos On line e Suzana Vargas.
Foi lançada dia 23 de abril de 2007, Dia Internacional do Livro, criado pela UNESCO.
CRÉDITOS
Capa: Vande Rotta Gomide
Título: Eduardo Feijó Netto Machado
Seleção de autores e textos: Leila Míccolis
Webmaster: Urhacy Faustino
Apoio cultural e Divulgação: CaravanaCult (Christina Herrmann e Clauky Saba)
Realização e hospedagem: Blocos Online
http://www.blocosonline.com.br/
E-mail:
blocos@blocosonline.com.br